O Amazonas lidera o ranking nacional de mortalidade infantil indígena, de acordo com um levantamento de 2025 do Conselho Indigenista Missionário (Cimi). O estudo aponta que, do total de 1.024 mortes de crianças indígenas até 4 anos registradas em todo o Brasil, 306 ocorreram no estado amazonense.
Esta não é a primeira vez que o Amazonas ocupa a primeira posição nesse índice, que o Cimi classifica como preocupante. O Amapá e o Mato Grosso são os estados que seguem o Amazonas no levantamento nacional.
As causas mais frequentes das mortes incluem doenças respiratórias, como pneumonia, e casos de gastroenterite diarreica, frequentemente ligadas ao consumo de água contaminada. A desnutrição ou a falta de nutrição adequada também são fatores relevantes, conforme apontado pelo Cimi.
O relatório sugere um colapso no atendimento às comunidades indígenas mais distantes e a falta de estrutura para oferecer serviços essenciais. Houve denúncias de superlotação na Casa da Saúde Indígena, que chegou a suspender o atendimento devido à capacidade esgotada.
Além disso, o levantamento destaca a ausência de pontos de atendimento adequados no interior do Amazonas. Comunidades indígenas que tiveram contato mais recente com populações não-indígenas enfrentam a introdução de novas doenças, sem o tratamento adequado para as crianças, o que contribui para o aumento da mortalidade.
A pesquisa do Cimi enfatiza que questões básicas, como o acesso à água potável em comunidades isoladas, poderiam evitar muitas dessas fatalidades. O conselho informou que os dados referentes ao ano de 2026 ainda estão sendo compilados.
A CRÍTICA*